FUNDÃO SUSPENSO: TRE-RO reprova contas do MDB e multa gestão de Lúcio Mosquini

19 de Maio de 2026

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O Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) reprovou, por unanimidade, a prestação de contas do Diretório Regional do MDB referente ao exercício financeiro de 2024, período em que o partido era presidido pelo deputado federal Lúcio Mosquini

O Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) reprovou, por unanimidade, a prestação de contas do Diretório Regional do MDB referente ao exercício financeiro de 2024, período em que o partido era presidido pelo deputado federal Lúcio Mosquini, atualmente filiado ao PL.

Com a decisão, o MDB de Rondônia foi condenado a devolver R$ 30 mil aos cofres públicos e ficará suspenso por dois meses do recebimento de recursos do fundo partidário.

Segundo informações divulgadas sobre o julgamento, um dos pontos que chamou atenção da Corte Eleitoral foi a contratação para impressão de aproximadamente dois milhões de santinhos eleitorais realizada um dia antes das eleições municipais de 2024. O partido teria declarado gasto superior a R$ 40 mil com o material gráfico, mas sem comprovação documental considerada suficiente pela Justiça Eleitoral. 

A prestação de contas partidária é obrigatória e faz parte do sistema de fiscalização da Justiça Eleitoral sobre a utilização de recursos públicos e privados pelos partidos políticos. Quando há inconsistências ou ausência de comprovação adequada das despesas, podem ser aplicadas sanções financeiras e restrições ao recebimento de verbas públicas.

A decisão também recoloca o nome de Lúcio Mosquini no centro das discussões políticas em Rondônia. O parlamentar deixou recentemente o MDB e migrou para o Partido Liberal (PL), legenda ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Mesmo após a mudança partidária, Mosquini segue sendo uma das principais lideranças políticas do estado, mantendo influência em articulações eleitorais, formação de alianças municipais e estratégias partidárias em Rondônia.

Nos últimos anos, a Justiça Eleitoral intensificou a fiscalização sobre contratos gráficos, gastos de campanha e movimentações financeiras partidárias, especialmente em períodos eleitorais marcados pelo aumento das despesas com propaganda e material de divulgação.

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