PEDÁGIO NA BR-364 PENALIZA MORADORES DE CUJUBIM

24 de Março de 2026

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O impacto mais severo recai sobre a população de Cujubim, que depende diretamente da cidade de Ariquemes para acesso a diversos serviços essenciais.

A recente implementação de pedágio na BR-364 pela concessionária Nova 364 tem provocado forte indignação entre os moradores de Rondônia, especialmente na região de Cujubim, município localizado a cerca de 250 quilômetros de Porto Velho. Considerada uma das tarifas mais caras do país, a cobrança vem sendo amplamente criticada diante das condições ainda precárias da rodovia.

Motoristas e usuários frequentes da BR-364 relatam que, apesar da nova concessão, o trecho continua apresentando problemas estruturais, como buracos, sinalização insuficiente e trechos perigosos. A insatisfação cresce na medida em que a cobrança do pedágio não é acompanhada de melhorias efetivas que justifiquem o valor exigido.

O impacto mais severo recai sobre a população de Cujubim, que depende diretamente da cidade de Ariquemes para acesso a diversos serviços essenciais. Sem agência do Banco do Brasil e do BASA, além de limitações no comércio e na oferta de serviços públicos como IBAMA e INCRA, os moradores são obrigados a se deslocar com frequência até Ariquemes. Com o novo pedágio, esse deslocamento passou a custar R$ 37 por trecho, totalizando R$ 74 em uma simples viagem de ida e volta.

Para trabalhadores, pequenos produtores e famílias de baixa renda, o custo adicional representa um peso significativo no orçamento mensal. “Não é uma viagem de lazer, é necessidade. A gente precisa ir para resolver coisas básicas, e agora tem que pagar caro por uma estrada que nem está em boas condições”, relata um morador da região.

Especialistas apontam que a cobrança, nos moldes atuais, pode ser considerada desproporcional, sobretudo por atingir diretamente populações que não possuem alternativas de deslocamento. A ausência de vias alternativas viáveis agrava ainda mais a situação, tornando o pedágio praticamente obrigatório para quem precisa acessar serviços essenciais.

A discussão sobre a legalidade e a razoabilidade da tarifa já começa a ganhar espaço entre autoridades locais e representantes da sociedade civil, que defendem revisão urgente dos valores e maior transparência nos critérios adotados pela concessionária.

Enquanto isso, cresce o sentimento de injustiça entre os moradores afetados, que veem no pedágio não apenas uma cobrança, mas um obstáculo ao exercício de direitos básicos, como o acesso a serviços bancários, saúde e comércio.

A situação evidencia um desafio recorrente no país: equilibrar a concessão de rodovias à iniciativa privada com a garantia de tarifas justas e infraestrutura adequada, sem penalizar justamente aqueles que mais dependem dessas vias para viver.

Fonte redação

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